Certo, golpes militares são coisas más e tudo mais, mas um detalhe:
o que alguém que busca convocar uma constituinte está tentando fazer?
Constituintes são as maiores quebras de normalidade possível dentro de um Estado. Elas são não um refundação de um país, são sempre a criação de um novo (juridicamente e politicamente falando). Servem para consolidar algo que surgiu contra as normas vigentes do momento, algo que era até mesmo ilegal (quando não criminoso) e lhe dar por aclamação e a fórceps acolhida legislativa.
Logo o que é pior? Um golpe de estado encomendado ou uma nova constituinte por obra e graça de um único poder (de três existentes)?
Pessoalmente acho que os dois. Embora não creio que em Honduras (oh sim era de lá que eu me baseava) não ocorreu exatamente um golpe, mas uma crise institucional. O Poder Executivo desobedecia e ia de encontro a disposições dos outros dois Poderes (judiciário e legislativo). Numa situação normal quando proibido de realizar algo pelo legislativo/judiciário um presidente baixa a bola e recomeça suas articulações políticas, até para preservar as instituições e o Estado de Direito, mas e se ele puxar a corda? Quem executa não é poder dele? Bem, aí quem vai aplicar a sanção ordenada? O presidente em si mesmo? Não. Vai aplicar alguém que tem armas, apoiando um lado ou outro. Os militares podiam apoiar um lado ou outro. O Zelaya apostou errado, para mim isso em Honduras é comoção demais para algo com importância de menos.
Mas voltando a constituintes, aqui no Brasil sempre que se fala em nova constituinte se diz: É GOLPE! E se diz isso com razão, é quebra total de todos os marcos legais que existam num país (mas por que diabos em Honduras não foi? Ora, se chamar um plebiscito para perguntar sobre a possibilidade não +é ruim, pq não deixar o sobre o 3º mandado de nosso Stalin?).
Sabe, adoro este pragmatismo disfarçado de ideologia. Ver Celso Amorim defendendo democracia na semana que o Lula vai a Líbia!!! A LÍBIA!! não tem preço...
ps.: Não quis dizer que o Lula tem uma Sibéria ou manda matar opositores, mas vamos convir ele gosta de um culto a personalidade não? E alguém mais ficou sabendo da entrevista do Ronaldo sobre o apoio e indicação de empresas para o Corinthians pelo PRESIDENTE DA REPÚBLICA? Mas pq se espantar? Depois da BrOi nada mais devia ser considerado demais...
terça-feira, julho 07, 2009
ACM ou Sarney? Qual seu coronel Favorito?
Pessoalmente prefiro o ACM. Ele morreu, logo não rouba mais, a Bahia mesmo que apesar ou por causa dele, vai melhor que o maranhão (embora ir melhor que o Maranhão ou o Amapá não seja lá grandes méritos) e em especial:
NÃO ENTROU PARA A ABL!
Ah, e nem disse que alimentou escândalos que ajudaram a derrubar do Senado o Jader Barbalho. Que coleguinha o Sarney chutou de volta para casa (inda que por vingançinha?)
Pois é não se fazem mais coronéis como antigamente...
Volto a dizer, um país que na sua Academia Nacional de Letras (quais letras) tenha algo como uns Sarneys e Paulos Coelhos não pode dar certo. Daqui a pouco o Lula ganha um título de Doutor por ai (ops... já aconteceu! E eu que estudei... sou um trouxa mesmo)
NÃO ENTROU PARA A ABL!
Ah, e nem disse que alimentou escândalos que ajudaram a derrubar do Senado o Jader Barbalho. Que coleguinha o Sarney chutou de volta para casa (inda que por vingançinha?)
Pois é não se fazem mais coronéis como antigamente...
Volto a dizer, um país que na sua Academia Nacional de Letras (quais letras) tenha algo como uns Sarneys e Paulos Coelhos não pode dar certo. Daqui a pouco o Lula ganha um título de Doutor por ai (ops... já aconteceu! E eu que estudei... sou um trouxa mesmo)
segunda-feira, julho 06, 2009
Testandos ligações.
Vendo se consigo juntar coisas esquisitas como Feeds, twitter e este.
Vai saber as vezes dá certo.
Vai saber as vezes dá certo.
Honduras
Sobre Honduras em poucas palavras: TODO MUNDO É BANDIDO.
A começar pelo ex-presidente (afinal quando um golpe foi revertido no mundo sem armas? e alguém acha que o chaveco vai ter colhões para faz uma ação militar num país historicamente amigo dos EUA?) que esticou a corda até ela estourar. Ele apenas foi o lado mais fraco pois os militares estavam para o outro lado (todos os outros poderes e instituições que a presidência) e atenderam o pedido de despresidenciar o tal bigodudo (considerando nos bigodudos no Senado será que não podemos chamar o general hondurenho para mandar uns nossos para o El Salvador tb?).
O cara (Zelaya) fez uma aposta errada, pagou por isso. O regime lá erra representativo ele pode bradar tanto quanto quiser sobre como o povo o apoiava, mas num regime representativo a vontade do "Populus" só por meio do "Senatus" (S.P.Q.R. para quem quiser sacar).
Logo, sincerramente, muito barulho por nada, é briga de cupula, entre golpistas (e se fuder, porra é ridiculo isso de ficar considerando que pedir para poder mudar um constituição não é golpe. ou é má fé ou é imbecilidade).
A começar pelo ex-presidente (afinal quando um golpe foi revertido no mundo sem armas? e alguém acha que o chaveco vai ter colhões para faz uma ação militar num país historicamente amigo dos EUA?) que esticou a corda até ela estourar. Ele apenas foi o lado mais fraco pois os militares estavam para o outro lado (todos os outros poderes e instituições que a presidência) e atenderam o pedido de despresidenciar o tal bigodudo (considerando nos bigodudos no Senado será que não podemos chamar o general hondurenho para mandar uns nossos para o El Salvador tb?).
O cara (Zelaya) fez uma aposta errada, pagou por isso. O regime lá erra representativo ele pode bradar tanto quanto quiser sobre como o povo o apoiava, mas num regime representativo a vontade do "Populus" só por meio do "Senatus" (S.P.Q.R. para quem quiser sacar).
Logo, sincerramente, muito barulho por nada, é briga de cupula, entre golpistas (e se fuder, porra é ridiculo isso de ficar considerando que pedir para poder mudar um constituição não é golpe. ou é má fé ou é imbecilidade).
sexta-feira, julho 03, 2009
Twitter.
pois é além deste blog, meio se não completamente inutil, fiz um troço deste também. Não entendi muito a utilidade, mas vá lá.
domingo, junho 28, 2009
O problema do Brasil é muita fiscalização?!?
Só uma nota rápida, pois não procurei informações.
O presidente Lula diz que os esforços de fiscalização no Brasil são excessivos (por isso temos tão pouca corrupção, creio eu), atrapalham (eles os cupinchas dele enriquecerem?!?), e são relacionados ao Estado Mínimo...
Esta última merece uma salva de palmas. Deve ter sido a morte do ultimo grau de lógica na vida do sujeito... Estado Mínimo e Fiscalização pesada... Nossa... Assim fico sem palavras... è ser muito imbecil. (ou esperto demais)
Mas de toda forma, ao que parece nosso presidente defende um projeto de tirar do TCU poderes fiscalizatórios para os repassar ao Congresso nacional (aquele em que os representantes votam e assinam coisas sem ler)... Superlegal não? Um defensor do patrimonio público...
Sincerramente, só pq ele 'não sabia', ninguem deve saber?!?
Creio eu que num país sério um político que falasse em reduzir controles sobre para onde escorre o dinheiro dos impostos seria defenestrado, aqui, nosso bando de zumbis vai falar "AEEE!!! ESTE É O CARA!!" e a oposição vai ficar a ver navios... Finalmente eles teriam uma barreira (até pq está ferindo o pacto federativo e o equilibrio entre os poderes, ou pelo menos dá para defender isso)
O presidente Lula diz que os esforços de fiscalização no Brasil são excessivos (por isso temos tão pouca corrupção, creio eu), atrapalham (eles os cupinchas dele enriquecerem?!?), e são relacionados ao Estado Mínimo...
Esta última merece uma salva de palmas. Deve ter sido a morte do ultimo grau de lógica na vida do sujeito... Estado Mínimo e Fiscalização pesada... Nossa... Assim fico sem palavras... è ser muito imbecil. (ou esperto demais)
Mas de toda forma, ao que parece nosso presidente defende um projeto de tirar do TCU poderes fiscalizatórios para os repassar ao Congresso nacional (aquele em que os representantes votam e assinam coisas sem ler)... Superlegal não? Um defensor do patrimonio público...
Sincerramente, só pq ele 'não sabia', ninguem deve saber?!?
Creio eu que num país sério um político que falasse em reduzir controles sobre para onde escorre o dinheiro dos impostos seria defenestrado, aqui, nosso bando de zumbis vai falar "AEEE!!! ESTE É O CARA!!" e a oposição vai ficar a ver navios... Finalmente eles teriam uma barreira (até pq está ferindo o pacto federativo e o equilibrio entre os poderes, ou pelo menos dá para defender isso)
Sempre consegimos avacalhar tudo...
Tirei do Blog do Noblat...
Deu em O Globo
O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria
O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda
De Elio Gaspari:
Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.
Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.
O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 "pessoas comuns" que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.
O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.
É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século. Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais.
No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.
Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é "uma pessoa comum", ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)
O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.
Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?"
Deu em O Globo
O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria
O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda
De Elio Gaspari:
Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.
Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.
O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 "pessoas comuns" que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.
O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.
É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século. Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais.
No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.
Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é "uma pessoa comum", ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)
O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.
Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?"
terça-feira, maio 19, 2009
Muito divertido.
sábado, maio 16, 2009
Pobreza não é incomodo?
- Traduz um sentimento assim: quando essas pessoas vão sair daí? Como se os pobres fossem incômodos. (...) Nós queremos cada vez mais é ampliar as portas de entrada para que os pobres cada vez mais tenham entradas no Brasil. Portas de entrada para a inclusão, portas de entrada para o trabalho, portas de entrada para a educação, portas de entrada para a dignidade, para a cidadania." Patrus classificando como "muito ruim" a expressão portas de saída, usada para caracterizar uma etapa posterior ao programa de transferência de renda. (citado, blog)
Não vou comentar a parte sobre porta de saída, ou mesmo as partes sobre noticiar as irregularidades nos programas sociais.
Só vou comentar a parte mais estranha. A existência dos pobres não é um incômodo? Eles não incomodam não? Pessoalmente eu me sinto bem incomodado com a existência de pobres no mesmo mundo que o meu. Que diabos o ministro do 'social' no governo lula não se incomoda com a existência de pobres no Brasil? (quiçá no mundo...)
Deve incomodar, é óbvio que tem que incomodar, todo mundo que pensa, em verdade, deve ficar incomodado com a existência de pobres (no caso do bolsa família miseráveis na verdade), se não por sentimento, pelo fato que isso atrapalha sua segurança pessoal.
O ministro deveria pensar um pouco nos significados daquilo que ele fala, afinal uma vez dita as palavras não pertencem ao seu emissor.
ps. E reclamar de que se noticie irregularidades??? Ele devia agradecer, criar inclusive um serviço para receber denuncias e prometer que os casos serão resolvidos.
Não vou comentar a parte sobre porta de saída, ou mesmo as partes sobre noticiar as irregularidades nos programas sociais.
Só vou comentar a parte mais estranha. A existência dos pobres não é um incômodo? Eles não incomodam não? Pessoalmente eu me sinto bem incomodado com a existência de pobres no mesmo mundo que o meu. Que diabos o ministro do 'social' no governo lula não se incomoda com a existência de pobres no Brasil? (quiçá no mundo...)
Deve incomodar, é óbvio que tem que incomodar, todo mundo que pensa, em verdade, deve ficar incomodado com a existência de pobres (no caso do bolsa família miseráveis na verdade), se não por sentimento, pelo fato que isso atrapalha sua segurança pessoal.
O ministro deveria pensar um pouco nos significados daquilo que ele fala, afinal uma vez dita as palavras não pertencem ao seu emissor.
ps. E reclamar de que se noticie irregularidades??? Ele devia agradecer, criar inclusive um serviço para receber denuncias e prometer que os casos serão resolvidos.
domingo, maio 10, 2009
Sem título
A propósito das manifestações “alegres” sobre a ‘criminalização’ dos ‘movimentos socais’ (nem todos, afinal a CUT, FIESP e os partidos políticos não reclamam de estarem sendo criminalizados embora por vezes mereçam) creio que importante relembrar o papel, modo e campo para o dissenso numa democracia, aqui tomada em seus caracteres mais formais.
Não deve existir num ambiente democrático nenhuma idéia não criticável, muito ao contrário a possibilidade de criticar e exigir deve ser o mais ampla possível, inclusive pelos meios mais capazes de atingir a atenção e consciência de terceiros (mas não me parece no sentido de ser possível obrigar a alguém da abrir espaço em pauta a ninguém, empresas de mídia têm dono mesmo), mas todo dissenso, enquanto parte de um ambiente democrático e merecedor de respeito, deve ir apenas até a não concretização de qualquer violência, não importa o quanto o dissidente se considere justificado.
O dissidente, normalmente minoritário, busca o convencimento de terceiros de sua opinião e deve ser livre para se associar e exprimir suas manifestações neste sentido, mas quando um ‘movimento social’ muda de método temos um problema, bem não considero que haja realmente alguma dúvida, mas atualmente temos sim problemas. Deve-se analisar até onde as ações de um grupo podem ser consideradas respaldadas pela sua ‘causa’, e aqui devemos realmente buscamos nos colocar na posição do outro [pois temos a tendência de sempre dizer ‘aos amigos(ou aliados) tudo, aos inimigos a lei’] e pensar como regaríamos se eles também resolvessem utilizar de métodos similares. Caso tal ocorresse que faríamos? Diríamos que eles são criminosos ou ‘apenas’ reclamaríamos de sua ‘equivocada’ visão do mundo?
Não posso dizer que muitas das ações dos ‘movimentos sociais’ possam ser respaldadas. Não me parece uma atitude passível de defesa democrática a ocupação de propriedades estatais ou particulares com o impedimento ou não de ações/atividades de terceiros (inda mais que exercício das próprias razões é entre nós crime). Tal modo de ‘expressão’ mais ‘física’, muitas vezes acompanhada de agressões ou de atividades visando calar ou reduzir a capacidade de expressão de um ponto de vista contrário, são de ranço não apenas autoritário, mas também totalitário, mas principalmente antidemocrático, e como tais estão ao além das margens do que uma sociedade que se queria democrática pode, ou melhor deve permitir.
Digo deve permitir, pois creio que se um Estado (democrático e plural e de direito) relaxar em suas obrigações para com sua própria estrutura e consistência, capacidade mesmo de auto-manutenção, ele vai não apenas cortejar um desastre, mas vai falhar para com aqueles que apóiem seus ideais e princípios primeiros os traindo por alguma posição cômoda. Talvez exagere, mas foi por um conjunto de pequenas traições aos pressupostos de um estado democrático de direito que o nazismo chegou ao poder na Alemanha, não creio que o mesmo possa acontecer aqui, mas é demasiado evidente que a permissão para ações com algum grau de violência (ou qualquer alteração unilateral das relações sociais fáticas pelos meios legitimamente autorizados para tal – governo – por mais lentos que sejam) vai gerar nos outros grupos, em especial naqueles que se oponham mais diametralmente as idéias forçadas, a sensação de estarem sendo colocados de lado e não mais representados pelo Estado e portanto uma visão de permissão e necessidade de também saírem dos parâmetros democráticos, algo capaz de desconstruir todo arcabouço de legitimidade de uma sociedade anteriormente organizada.
ps. devo deixar consignado, em tempo, que não creio que a justiça brasileira criminalize ninguém, temos uma tradição de apaziguamento muito forte, e de todo modo, para o judiciário declarar alguém criminalizado o indivíduo, ou grupo, vai ter ou muito pouca sorte ou ser um alvo prioritário e por mais que grupos organizados da sociedade possam reclamar de alguma repressão eles não são alvos prioritários de nossa criminalização; cujos órgãos preferem muito mais indivíduos – o mais anônimos o possível – como alvo.
Não deve existir num ambiente democrático nenhuma idéia não criticável, muito ao contrário a possibilidade de criticar e exigir deve ser o mais ampla possível, inclusive pelos meios mais capazes de atingir a atenção e consciência de terceiros (mas não me parece no sentido de ser possível obrigar a alguém da abrir espaço em pauta a ninguém, empresas de mídia têm dono mesmo), mas todo dissenso, enquanto parte de um ambiente democrático e merecedor de respeito, deve ir apenas até a não concretização de qualquer violência, não importa o quanto o dissidente se considere justificado.
O dissidente, normalmente minoritário, busca o convencimento de terceiros de sua opinião e deve ser livre para se associar e exprimir suas manifestações neste sentido, mas quando um ‘movimento social’ muda de método temos um problema, bem não considero que haja realmente alguma dúvida, mas atualmente temos sim problemas. Deve-se analisar até onde as ações de um grupo podem ser consideradas respaldadas pela sua ‘causa’, e aqui devemos realmente buscamos nos colocar na posição do outro [pois temos a tendência de sempre dizer ‘aos amigos(ou aliados) tudo, aos inimigos a lei’] e pensar como regaríamos se eles também resolvessem utilizar de métodos similares. Caso tal ocorresse que faríamos? Diríamos que eles são criminosos ou ‘apenas’ reclamaríamos de sua ‘equivocada’ visão do mundo?
Não posso dizer que muitas das ações dos ‘movimentos sociais’ possam ser respaldadas. Não me parece uma atitude passível de defesa democrática a ocupação de propriedades estatais ou particulares com o impedimento ou não de ações/atividades de terceiros (inda mais que exercício das próprias razões é entre nós crime). Tal modo de ‘expressão’ mais ‘física’, muitas vezes acompanhada de agressões ou de atividades visando calar ou reduzir a capacidade de expressão de um ponto de vista contrário, são de ranço não apenas autoritário, mas também totalitário, mas principalmente antidemocrático, e como tais estão ao além das margens do que uma sociedade que se queria democrática pode, ou melhor deve permitir.
Digo deve permitir, pois creio que se um Estado (democrático e plural e de direito) relaxar em suas obrigações para com sua própria estrutura e consistência, capacidade mesmo de auto-manutenção, ele vai não apenas cortejar um desastre, mas vai falhar para com aqueles que apóiem seus ideais e princípios primeiros os traindo por alguma posição cômoda. Talvez exagere, mas foi por um conjunto de pequenas traições aos pressupostos de um estado democrático de direito que o nazismo chegou ao poder na Alemanha, não creio que o mesmo possa acontecer aqui, mas é demasiado evidente que a permissão para ações com algum grau de violência (ou qualquer alteração unilateral das relações sociais fáticas pelos meios legitimamente autorizados para tal – governo – por mais lentos que sejam) vai gerar nos outros grupos, em especial naqueles que se oponham mais diametralmente as idéias forçadas, a sensação de estarem sendo colocados de lado e não mais representados pelo Estado e portanto uma visão de permissão e necessidade de também saírem dos parâmetros democráticos, algo capaz de desconstruir todo arcabouço de legitimidade de uma sociedade anteriormente organizada.
ps. devo deixar consignado, em tempo, que não creio que a justiça brasileira criminalize ninguém, temos uma tradição de apaziguamento muito forte, e de todo modo, para o judiciário declarar alguém criminalizado o indivíduo, ou grupo, vai ter ou muito pouca sorte ou ser um alvo prioritário e por mais que grupos organizados da sociedade possam reclamar de alguma repressão eles não são alvos prioritários de nossa criminalização; cujos órgãos preferem muito mais indivíduos – o mais anônimos o possível – como alvo.
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quinta-feira, maio 07, 2009
Curtas e variadas.
"Monsters vs. Aliens" deve ser muito melhor que "X-Men Origins: Wolverine". O que não diz muito sobre o desenho, mas apenas que o 'filme' 2 do wolverine (o primeiro foi "X-men III: Wolverine e seus amiginhos mutantes!") é realmente muito ruim. Nível de "Dragonball". A questão é apesar de ter esta certeza por que diabos eu paguei 16 contos para assistir ele? E mais, se alguém for ver o filme não fique para depois dos créditos. Só tem uma ceninha escrota dele bebendo uma dose de uísque no Japão e dizendo que "é para lembrar"...
Alguém já notou como hoje em dia um mísero 3 a 0 em jogo de futebol é chamado volta e meia de goleada?? Que inferno, goleada não precisa de pelo menos uns 4 gols não??? Deve ser por que de uns tempos para cá 1 a 0 virou placar 'ótimo'!
Fantástica a opção do Brasil na disputa para o cargo de diretor-geral da UNESCO. Com dois brasileiros na disputa (um deles que já trabalha lá a tempos e tem apoio de países pouco importantes como EUA, China, França e Índia, o outro o senador Cristovam Buarque, mas este o Lula ia mandar o Itamaraty sacanear mesmo) nós vamos apoiar um egípcio conhecido por declarações anti-semitas!!! Por que? Porque os países árabes são mais importantes que tudo... Mas tem problema não, na verdade acho que faz parte do plano de perder todas as eleições nestes órgãos internacionais de nosso governo, mas afinal eles são inúteis mesmo não são??
Ao que parece vem ai "lei de Imprensa II: A missão!", por que político que é político brasileiro não vai querer ficar sem um porretinho para brandir contra os órgãos de imprensa. Daqui o Lula fala que não ter um lei para limitar a liberdade de imprensa é um absurdo, aguardem.
É incrível como por algum motivo (falta de acessor formado em direito quem sabe?) político acha que devolver valor desviado de sua finalidade aos 'cofres' públicos resolve alguma coisa e não só isso! Ficam ANUNCIANDO!! Como se fosse demonstração de probidade!?!?!?!?!?!!!
E a bolsa família, cada vez mais 'gatos' (duplo sentido buscado) estão sendo encontrados nela! Pois nada como ajudar os pobres... Os pobres gatos de coordenadores do programa, seus amigos e familiares...
E nosso Congresso consegue piorar sua vida... Primeiro 'esquece' de votar vetos presidencias e quando 'se lembra' de o fazer... Votaram 58, sem ler e provavelmente no sistemão do "Quem vota pela manutenção permaneça como está (1.2.3.) mantido!!!"... Depois reclamam que acham aquilo um desperdício de grana... Não trabalham e quando resolvem disfarçar seu ócio nem conseguem cumprir suas mínimas funções... Votar mais de 900s vetos sem saber do que se trata?? Só não é o maior absurdo por que estamos onde estamos.
Alguém já notou como hoje em dia um mísero 3 a 0 em jogo de futebol é chamado volta e meia de goleada?? Que inferno, goleada não precisa de pelo menos uns 4 gols não??? Deve ser por que de uns tempos para cá 1 a 0 virou placar 'ótimo'!
Fantástica a opção do Brasil na disputa para o cargo de diretor-geral da UNESCO. Com dois brasileiros na disputa (um deles que já trabalha lá a tempos e tem apoio de países pouco importantes como EUA, China, França e Índia, o outro o senador Cristovam Buarque, mas este o Lula ia mandar o Itamaraty sacanear mesmo) nós vamos apoiar um egípcio conhecido por declarações anti-semitas!!! Por que? Porque os países árabes são mais importantes que tudo... Mas tem problema não, na verdade acho que faz parte do plano de perder todas as eleições nestes órgãos internacionais de nosso governo, mas afinal eles são inúteis mesmo não são??
Ao que parece vem ai "lei de Imprensa II: A missão!", por que político que é político brasileiro não vai querer ficar sem um porretinho para brandir contra os órgãos de imprensa. Daqui o Lula fala que não ter um lei para limitar a liberdade de imprensa é um absurdo, aguardem.
É incrível como por algum motivo (falta de acessor formado em direito quem sabe?) político acha que devolver valor desviado de sua finalidade aos 'cofres' públicos resolve alguma coisa e não só isso! Ficam ANUNCIANDO!! Como se fosse demonstração de probidade!?!?!?!?!?!!!
E a bolsa família, cada vez mais 'gatos' (duplo sentido buscado) estão sendo encontrados nela! Pois nada como ajudar os pobres... Os pobres gatos de coordenadores do programa, seus amigos e familiares...
E nosso Congresso consegue piorar sua vida... Primeiro 'esquece' de votar vetos presidencias e quando 'se lembra' de o fazer... Votaram 58, sem ler e provavelmente no sistemão do "Quem vota pela manutenção permaneça como está (1.2.3.) mantido!!!"... Depois reclamam que acham aquilo um desperdício de grana... Não trabalham e quando resolvem disfarçar seu ócio nem conseguem cumprir suas mínimas funções... Votar mais de 900s vetos sem saber do que se trata?? Só não é o maior absurdo por que estamos onde estamos.
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terça-feira, maio 05, 2009
Aproveitando o assunto do sujeito do Irã...
comento o tal projeto de criminalização da negação do holocausto no Brasil.
Como ação política para mostrar para o rapaz nervoso do Irã a que bandas se anda por aqui, mas como ação verdadeira é algo meio ridículo.
Explico, não sou a favor de que se negue o holocausto, pelo mesmo motivo que não acho que dá para negar a ocorrência da 2ª Grande Guerra, ou que se lançaram 2 bombas nucleares no Japão. São fatos, tipo como o céu aparenta ser azul ou 2+2 são igual que nem a 4. Mas, não vou por ai prendendo quem diz que isso está errado, doido é doido, alguns são muito perigosos, mas cassar a palavra de um deles é muito pior que os danos de o deixar falar. Até por que ataca um dos pilares do Ocidente (e algo que estes paísezinhos de merda islamicos ditariais pulhas do oriente médio não conseguiram entender até hoje vai saber por que cargas d'água) que a a liberdade de pensamento e expressão não importa quão ridículo ou desagradável seja o que você queria dizer (alguém se lembra do papel lamentável e covarde de muitos países europeus fizeram na época? Eu não, e os bárbaros de maomé tb não) você deve ser protegido para o dizer, algo que inclusive teve grande vitória no Brasil com o enterro, já atrasado, daquela coisa e cancro que era a 'lei de imprensa' (que por algum motivo inda era usada por juiz de primeiro grau por todo Brasil... inclusive os que ouvem as vozes roucas das ruas hehehe), agora vamos proibir um tipo de afirmação???
Vamos proibir também que se ensine a teoria do criacionismo, que alguém defenda que a terra é plana ou que ela é o centro do universo com normas penais também!
Talvez isso tenha alguma utilidade para tornar mais erradas as teorias, embora eu duvide.
Uma vez eu li que ao proibir a discussão da existência do holocausto aparenta-se ter medo de ser convencido da sua não existência. Alguém, se não por artigo de fé, acha mesmo que ele não ocorreu???
ps. pessoalmente não acho que boa parte dos muçulmanos sejam bárbaros ou ignorantes, pelo menos não mais que cristãos ou judeus (embora estes dois últimos tipos por vezes deram mais sorte no local de nascimento e tem mais liberdade crítica por isso) obviamente posso ser convencido do contrário a qualquer tempo. Só não posso ser convencido de imbecilidades do tipo que algo não pode ser ironizado, existem limites para a liberdade de expressão e de idéias, que charges tem importância para uma religião, que violência contra 'agressões' verbais ou escritas seja desculpável ou que alguém tenha que pedir desculpa por ter criticado algo.
Como ação política para mostrar para o rapaz nervoso do Irã a que bandas se anda por aqui, mas como ação verdadeira é algo meio ridículo.
Explico, não sou a favor de que se negue o holocausto, pelo mesmo motivo que não acho que dá para negar a ocorrência da 2ª Grande Guerra, ou que se lançaram 2 bombas nucleares no Japão. São fatos, tipo como o céu aparenta ser azul ou 2+2 são igual que nem a 4. Mas, não vou por ai prendendo quem diz que isso está errado, doido é doido, alguns são muito perigosos, mas cassar a palavra de um deles é muito pior que os danos de o deixar falar. Até por que ataca um dos pilares do Ocidente (e algo que estes paísezinhos de merda islamicos ditariais pulhas do oriente médio não conseguiram entender até hoje vai saber por que cargas d'água) que a a liberdade de pensamento e expressão não importa quão ridículo ou desagradável seja o que você queria dizer (alguém se lembra do papel lamentável e covarde de muitos países europeus fizeram na época? Eu não, e os bárbaros de maomé tb não) você deve ser protegido para o dizer, algo que inclusive teve grande vitória no Brasil com o enterro, já atrasado, daquela coisa e cancro que era a 'lei de imprensa' (que por algum motivo inda era usada por juiz de primeiro grau por todo Brasil... inclusive os que ouvem as vozes roucas das ruas hehehe), agora vamos proibir um tipo de afirmação???
Vamos proibir também que se ensine a teoria do criacionismo, que alguém defenda que a terra é plana ou que ela é o centro do universo com normas penais também!
Talvez isso tenha alguma utilidade para tornar mais erradas as teorias, embora eu duvide.
Uma vez eu li que ao proibir a discussão da existência do holocausto aparenta-se ter medo de ser convencido da sua não existência. Alguém, se não por artigo de fé, acha mesmo que ele não ocorreu???
ps. pessoalmente não acho que boa parte dos muçulmanos sejam bárbaros ou ignorantes, pelo menos não mais que cristãos ou judeus (embora estes dois últimos tipos por vezes deram mais sorte no local de nascimento e tem mais liberdade crítica por isso) obviamente posso ser convencido do contrário a qualquer tempo. Só não posso ser convencido de imbecilidades do tipo que algo não pode ser ironizado, existem limites para a liberdade de expressão e de idéias, que charges tem importância para uma religião, que violência contra 'agressões' verbais ou escritas seja desculpável ou que alguém tenha que pedir desculpa por ter criticado algo.
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Entre os Tapas do STF
Ganhou notoriedade aquela triste cena entre os 'dignos' ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa no STF, mas qual a utilidade daquilo??
Não tanto pata o Gilmar Mendes, ele conseguiu apoio virtualmente unânime de seus pares (o que vamos convir é o único que interessa para ele, afinal o sujeito tem um empregão vitalício e soberania em suas decisões das quais não precisa prestar contas para ninguém, um ambiente de trabalho no qual seus colegas te apoiem é apenas o que falta num quadro assim) e pode reafirmar suas posições.
Obviamente, o ministro Joaquim expressou o 'sentimento das ruas' seja lá qual for a utilidade disso.
Nem em salas de calouros de cursos jurídicos gritos e exaltação levam a muita simpatia, agora imagina no meio de um bando de juízes que ganham para parecerem sisudos e cordatos, dotados de profundo espírito racional, moral e reputação ilibada e em especial conhecimento jurídico...
Agora um amigo seu chega e expõe seu clube ao ridículo, por bons motivos talvez, mas faz todo mundo passar um papelão. Você vai ficar super contente com ele, não é?
Resultado, agora todo mundo naquele feliz e cordato colegiado vai ficar olhando torto para o sr. Barbosa e talvez também para tudo aquilo que ele produzir. Além dele ter gerado mal estar com seus colegas.
Atitude muito esperta se você está querendo mudar o modo de atuação de um órgão colegiado não? Nada como gerar simpatia por aquele que você quer enfraquecer.
Pessoalmente acho os dois errados, o Gilmar pois ele, vamos convir fala demais e o Supremo devia fazer mais para cobrir as omissões do Executivo e Legislativo; e o Joaquim por que isso de voz da ruas parece muito com o "espírito do povo" dos nacionais socialistas alemães. O STF deve sim aplicar as leis e normas constitucionais, mas deve fazer isso sempre, mesmo quando a opinião das ruas for outra.
Não tanto pata o Gilmar Mendes, ele conseguiu apoio virtualmente unânime de seus pares (o que vamos convir é o único que interessa para ele, afinal o sujeito tem um empregão vitalício e soberania em suas decisões das quais não precisa prestar contas para ninguém, um ambiente de trabalho no qual seus colegas te apoiem é apenas o que falta num quadro assim) e pode reafirmar suas posições.
Obviamente, o ministro Joaquim expressou o 'sentimento das ruas' seja lá qual for a utilidade disso.
Nem em salas de calouros de cursos jurídicos gritos e exaltação levam a muita simpatia, agora imagina no meio de um bando de juízes que ganham para parecerem sisudos e cordatos, dotados de profundo espírito racional, moral e reputação ilibada e em especial conhecimento jurídico...
Agora um amigo seu chega e expõe seu clube ao ridículo, por bons motivos talvez, mas faz todo mundo passar um papelão. Você vai ficar super contente com ele, não é?
Resultado, agora todo mundo naquele feliz e cordato colegiado vai ficar olhando torto para o sr. Barbosa e talvez também para tudo aquilo que ele produzir. Além dele ter gerado mal estar com seus colegas.
Atitude muito esperta se você está querendo mudar o modo de atuação de um órgão colegiado não? Nada como gerar simpatia por aquele que você quer enfraquecer.
Pessoalmente acho os dois errados, o Gilmar pois ele, vamos convir fala demais e o Supremo devia fazer mais para cobrir as omissões do Executivo e Legislativo; e o Joaquim por que isso de voz da ruas parece muito com o "espírito do povo" dos nacionais socialistas alemães. O STF deve sim aplicar as leis e normas constitucionais, mas deve fazer isso sempre, mesmo quando a opinião das ruas for outra.
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Never forget, never forgive?
http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/home.htm
Site do museu virtual da corrupção, afinal aqui no Brasil para vc lembrar de que corrupto fez o que, rapaz... E é como dizem quem não lembra do passado o repete no futo, e o olha o Collor ai!!!
Site do museu virtual da corrupção, afinal aqui no Brasil para vc lembrar de que corrupto fez o que, rapaz... E é como dizem quem não lembra do passado o repete no futo, e o olha o Collor ai!!!
domingo, maio 03, 2009
Dinheiro Público....
...não tem cheiro, muito menos direção ou controle por estas paragens, não?
Mas pessoalmente acho que vai piorar, pelo menos se nosso mané de presidencia conseguir inda mais reduzir os controles, algo que ele já está fazendo. Algo como uma tia minha de uns 80 anos ao sair de Vila Velha para a Barra do Jucu ao ver a reserva: "Para que tanta arvore"...
A minha tia, que sempre trabalhou em propriedade rural familiar e ão teve grandes chances de educação achar isso é até normal, agora uma merda de um dirigente de nação abrir a boca só para defender desmandos (seja contra a natureza seja contra o tesouro público) é absurdamente inteligível.
Mas, somos um país inteligível. E trato decente da coisa pública é algo fantastico entre nós, basta lembrar que temos políticos aposentados! Ser representante popular aqui é uma profissão hahahahah
Mas pessoalmente acho que vai piorar, pelo menos se nosso mané de presidencia conseguir inda mais reduzir os controles, algo que ele já está fazendo. Algo como uma tia minha de uns 80 anos ao sair de Vila Velha para a Barra do Jucu ao ver a reserva: "Para que tanta arvore"...
A minha tia, que sempre trabalhou em propriedade rural familiar e ão teve grandes chances de educação achar isso é até normal, agora uma merda de um dirigente de nação abrir a boca só para defender desmandos (seja contra a natureza seja contra o tesouro público) é absurdamente inteligível.
Mas, somos um país inteligível. E trato decente da coisa pública é algo fantastico entre nós, basta lembrar que temos políticos aposentados! Ser representante popular aqui é uma profissão hahahahah
O reino fantástico.
Bem, tinha uma frase, cunhada até por um baiano mesmo, que dizia algo como:
"Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente."
Mas, talvez por perseguição - afinal não é possível que o deputado barbalho não tenha feito coisa pior -, o estado do Pará está resolvido a virar o reino do fantástico no Brasil. Tem até pedido de intervenção federal, e nunca vi na mídia nacional tanta noticia sobre o Pará, e são de bisonhices e escândalos de todos os tipos. Desde ações muito tristes - como o caso da menina abusada numa delagacia (sem resultar em dano algum para a hierarquia dos responsáveis) - a decisões apenas ridículas (vide o fato de terem sido compradas para distribuíção no fórum social mundial mais de 10 camisinhas/pessoa/dia. que merda de ejaculação precoce é esta???), passando por diversos casos de nepotismo e mesmo pedofilia... Além das sempre presentes censuras a pedido de políticos...
Modo PT de governar??? (Não vamos esquecer o ex-governador das pensões vitalícias do Mato grosso, ele tb fez suas lambanças)
Pessoalmente acho que a Ana Júlia faz é oposição a ela mesma e a seu partido.
"Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente."
Mas, talvez por perseguição - afinal não é possível que o deputado barbalho não tenha feito coisa pior -, o estado do Pará está resolvido a virar o reino do fantástico no Brasil. Tem até pedido de intervenção federal, e nunca vi na mídia nacional tanta noticia sobre o Pará, e são de bisonhices e escândalos de todos os tipos. Desde ações muito tristes - como o caso da menina abusada numa delagacia (sem resultar em dano algum para a hierarquia dos responsáveis) - a decisões apenas ridículas (vide o fato de terem sido compradas para distribuíção no fórum social mundial mais de 10 camisinhas/pessoa/dia. que merda de ejaculação precoce é esta???), passando por diversos casos de nepotismo e mesmo pedofilia... Além das sempre presentes censuras a pedido de políticos...
Modo PT de governar??? (Não vamos esquecer o ex-governador das pensões vitalícias do Mato grosso, ele tb fez suas lambanças)
Pessoalmente acho que a Ana Júlia faz é oposição a ela mesma e a seu partido.
Novamente.
Pois é lulão já abriu a boca para crime de responsabilidade de novo. Obvio que como ninguém leva a sério o que ele diz não vai ter problema algo.
Mas veja que país legal, ninguém se importa com declarações do presidente, ou as considera besteiras. País doidão não?
Mas veja que país legal, ninguém se importa com declarações do presidente, ou as considera besteiras. País doidão não?
quarta-feira, abril 29, 2009
Um curto retorno.
hoje descobri que tenho concordâncias, expostas neste blog, com dois grandes sujeitos, logo resolvi me gabar:
He who passively accepts evil is as much involved in it as he who helps to perpetrate it. He who accepts evil without protesting against it is really cooperating with it.
Injustice anywhere is a threat to justice everywhere.
Martin Luther King, Jr.
Nothing is more destructive of respect for the government and the law of the land than passing laws which cannot be enforced.
Albert Einstein
Fico tão emotivo com este tipo de coisa...
hehehe
He who passively accepts evil is as much involved in it as he who helps to perpetrate it. He who accepts evil without protesting against it is really cooperating with it.
Injustice anywhere is a threat to justice everywhere.
Martin Luther King, Jr.
Nothing is more destructive of respect for the government and the law of the land than passing laws which cannot be enforced.
Albert Einstein
Fico tão emotivo com este tipo de coisa...
hehehe
quarta-feira, abril 01, 2009
Sobre Soberania.
Novamente aos reclames, este motivado por duas notícias bem típicas no nosso mundo:
i) a Liga Árabe, por unanimidade, aprovou uma moção de apoio ao 'presidente' do Sudão contra o 'temível' e 'colonialista' Tribunal Penal Internacional (não que eu espere algo dos países árabes além de problemas);
ii) o presidente Lula estava na Cúpula Árabe atual e tinha sido escalado para sentar junto ao sudanês, mas fugiu tanto de sentar junto a ele quanto de o criticar (óbvio).
Primeiramente, sobre a idéia de que a decisão do TPI seria colonialista ou ofenderia a soberania do Sudão. Creio que ofende sim a soberania do Sudão, mas presumo que todos saibam que soberania é relação de poder. A idéia que povos 'fracos' seriam soberanos ou teriam direito a soberania não surge deste conceito, mas do de 'Auto-determinação dos povos'.
Conceito este que é oriundo do poço ideológico dos Direito Humanos, vem a idéia que cada indivíduo deve ser livre, logo os grupamentos deles também, se um indivíduo não pode ser obrigado contra seus direitos, por que ele o poderia quando em grupos?
Mas dado o 'bom moçismo' ideológico que hoje temos parecemos esquecer que a idéia que permite que os bandidos no governo de tantos países suportam sua soberania nos direitos que esmagam. E o mais importante, a falta de coragem e vontade dos países 'ocidentais' para corrigir isso apenas contribui para agravar e manter tal situação.
São apenas as fragilidades morais e intelectuais atuais de nossas sociedades.
E para um pouco de polêmica:
O problema da Guerra do Iraque, não é que o Bush tenha invadido o Paquistão e o Iraque, mas que tenha parado neles. E ter deixado em pé o Sudão, Irã, Síria, Argélia, Líbia, Coréia do Norte... Este é o problema, o não fazer o 'serviço' direito...
i) a Liga Árabe, por unanimidade, aprovou uma moção de apoio ao 'presidente' do Sudão contra o 'temível' e 'colonialista' Tribunal Penal Internacional (não que eu espere algo dos países árabes além de problemas);
ii) o presidente Lula estava na Cúpula Árabe atual e tinha sido escalado para sentar junto ao sudanês, mas fugiu tanto de sentar junto a ele quanto de o criticar (óbvio).
Primeiramente, sobre a idéia de que a decisão do TPI seria colonialista ou ofenderia a soberania do Sudão. Creio que ofende sim a soberania do Sudão, mas presumo que todos saibam que soberania é relação de poder. A idéia que povos 'fracos' seriam soberanos ou teriam direito a soberania não surge deste conceito, mas do de 'Auto-determinação dos povos'.
Conceito este que é oriundo do poço ideológico dos Direito Humanos, vem a idéia que cada indivíduo deve ser livre, logo os grupamentos deles também, se um indivíduo não pode ser obrigado contra seus direitos, por que ele o poderia quando em grupos?
Mas dado o 'bom moçismo' ideológico que hoje temos parecemos esquecer que a idéia que permite que os bandidos no governo de tantos países suportam sua soberania nos direitos que esmagam. E o mais importante, a falta de coragem e vontade dos países 'ocidentais' para corrigir isso apenas contribui para agravar e manter tal situação.
São apenas as fragilidades morais e intelectuais atuais de nossas sociedades.
E para um pouco de polêmica:
O problema da Guerra do Iraque, não é que o Bush tenha invadido o Paquistão e o Iraque, mas que tenha parado neles. E ter deixado em pé o Sudão, Irã, Síria, Argélia, Líbia, Coréia do Norte... Este é o problema, o não fazer o 'serviço' direito...
terça-feira, março 31, 2009
Dos Consensos.
Uma sociedade precisa deles. Agora, quais consensos? E o que consenso é?
Bem, um consenso é algo que está entranhado profundamente na 'mente' do corpo social (embora quem me conheça saiba que isso de dar qualidades individuais a própria sociedade me parece deveras errado), algo que está acordado de modo subjacente as discussões e conflitos de idéias entre os indivíduos.
Em suma, são os pontos acordados, acertados e definidos entre os membros de uma sociedade. Normalmente, é assim que devam ser, são pontos generalizados e pouco aprofundados, no mais das vezes tratam das 'regras' do viver social e da luta pelo poder neste ambiente.
Estes consensos servem para ordenar a sociedade e permitir que as discordâncias e conflitos sejam mediados e corrigidos. Evitam que uma sociedade viva sobre um paz 'armada' uma paz formada exclusivamente em empregos de sanção.
Falo sobre isso pois creio que em nosso país tais consensos estão frágeis, como sempre o foram diga-se, e normalmente se limitam as 'leis de gerson' ou 'de perón' (a famosa aos amigos tudo aos inimigos a lei). Algo deveras preocupante.
Bem, um consenso é algo que está entranhado profundamente na 'mente' do corpo social (embora quem me conheça saiba que isso de dar qualidades individuais a própria sociedade me parece deveras errado), algo que está acordado de modo subjacente as discussões e conflitos de idéias entre os indivíduos.
Em suma, são os pontos acordados, acertados e definidos entre os membros de uma sociedade. Normalmente, é assim que devam ser, são pontos generalizados e pouco aprofundados, no mais das vezes tratam das 'regras' do viver social e da luta pelo poder neste ambiente.
Estes consensos servem para ordenar a sociedade e permitir que as discordâncias e conflitos sejam mediados e corrigidos. Evitam que uma sociedade viva sobre um paz 'armada' uma paz formada exclusivamente em empregos de sanção.
Falo sobre isso pois creio que em nosso país tais consensos estão frágeis, como sempre o foram diga-se, e normalmente se limitam as 'leis de gerson' ou 'de perón' (a famosa aos amigos tudo aos inimigos a lei). Algo deveras preocupante.
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