sábado, março 07, 2009
Agora "com die"
Então, sem mais delongas, vamos às reclamações.
1- Sem entrar no mérito sobre a correção ou não do aborto realizado na menina de 09 anos lá no nordeste (Recife creio eu), mas muito me espantou a capacidade de alguém estranhar a posição do arcebispo, em especial quando nisto estão pessoas que se dizem católicas.
Pessoalmente sempre achei que a posição da Igreja Católica totalmente contra o aborto em qualquer caso fosse bem conhecida. E, não sei se por ter tido mais sorte (que o médico que realizou o procedimento), lembro de me ter sido dito textualmente e literalmente em catecismo e encontros de preparação para crisma (sim sou um mal católico, mas não imponho minhas fragilidades na Igreja, nem acho que ela deve se adaptar a mim) que aborto (entre outros menos afamados) é um pecado que leva a excomunhão, tanto quanto um homicídio deve levar a pena de prisão.
Mas o mais estranho na minha opinião são os que esperavam que o arcebispo fosse 'deixar para lá' pq 'ser contra o aborto é arcaico'. Pqp, não dá para acreditar neste tipo de coisa. Pessoas que escrevem para jornais, revistas, com formação acadêmica e que por algum motivo são incapazes e impossibilitados de entender que a Igreja Católica não é uma democracia ou anarquia, que ela é, senão a mais antiga, uma das mais antigas hierarquias existentes hoje na humanidade. Que ela é uma monarquia absoluta (inda que de sucessão eletiva) fundada em direito divino.
Agora, pessoas pensem um pouco e respondam algo assim ia por que é 'pop' mudar de opinião ou deixar de seguir suas normas??
2- Argentina. Estive em Buenos Aires, cidade bonita (em especial pq alguns dos prédios lá tem um quê de clássico, atemporal e belo, que não vemos por aqui em virtude de nossa ânsia de "modernização" que tanta beleza pos ao chão) e bem diferente.
Mas os mulets... Cacete não dá para entender argentinos e os cortes de cabelo ridiculos que os caras fazem. As mulheres são até bem bonitas, com especialmente belos olhos e cabelos bastos. Gostei especialmente do fato de haver aproximadamente 1 café por quadra no centro da cidade. Me pareceu um pouco triste, algo como um local que muito mais belo e culto sofrendo decadência.
3- E lembrando da Argentina uma nota sobre a liberdade de expressão:
Ridícula a postura tomada contra o religioso alemão que por seu delírio diz que o holocausto foi menor que o históricamente registrado. Mais ridícula foi a postura de exigir que ele mude opinião sobre o assunto para ser aceito no seio da Igreja. Não acreditar no holocausto tem tanta importância quando acreditar em ET's para a capacidade de um membro do clero de exercer suas funções, diferente seria se ele tivesse dito que a morte de judeus não era importante.
4- Sobre a legislação anti-drogas. Um tempo atrás li um artigo do Sen. Demóstenes Torres sobre a política anti-drogas de descriminalização do uso de drogas (certo o STf acha que não é isso, mas um sermão não é penas é perda de tempo) do Tarso Genro (que mais de uma vez já deu prova que como jurista é um excelente membro de partido) e é algo com o qual me vejo obrigado a concordar.
Não creio que seja util ou adequadamente lógico deixar sem pena o usuário (mesmo que a pena seja a similar dos incapazes uma medida de segurança). Até por que ele seria quando pouco um receptador (afinal o tráfico é crime), é este é o ponto da falta cadente e da postura ridícula de tal normatização, vc isenta parte de uma cadeia criminosa de pena mas deixa o resto apenado. Se ao menos fosse do usuário para sua descriminalização auxiliar a polícia na captura do traficante e sua desintoxicarão teríamos algo inda que pouco moral ao menos mais util.
quinta-feira, março 05, 2009
Voltas...
Sabe como é a vida vai indo, isso de escrever aqui não dá grana, reclamar sempre enche o raio do saco... e tudo mais.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Killing an Arab...
Pessoalmente concordo com o autor, embora para mim a culpa esteja nas próprias, ambas, populações.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Bombs Away...
Principalmente é fascinante como um bando de imbecis como o Hamas e os outros similares ainda conseguem ter tantos seguidores. Alguém consegue entender a idéia de suicídio ritual como método de resistência? Pessoalmente creio que eles devem estar bem felizes com os atuais bombardeios israelitas, afinal pelo menos eles economizam nos gastos com bombas, pois Israel as está fornecendo...
Nada contra os Palestinos, mas como bom ocidental que sou acabo ficando do lado de Israel, afinal (com a exceção da Turquia) é o único país que 'deu certo' na região (estou falando em relação ao povo, não a riqueza dos líderes) e não sei se é planejado mas alguém já reparou que até o Libano funcionava até os árabes 'novos' chegarem lá e ajudarem a Síria e Israel a destruirem o país? Algo que o Hezboláh quer até fazer de novo...
Vida legal destes caras, grandes libertadores e lutadores contra a repressão, afinal nada como a possibilidade de poder atacar alguem (civis) se esconder no meio de um monte de civil e depois ficar chorando feito o bando de viadinho que eles são falando que outro lado tb está matando civil...
ps. Não não acho que Israel esteja certo. Não acho que guerra seja uma coisa boa. Mas acho sim que qualquer país tem o dever de defender seus interesses e seus cidadãos de qualquer agressão de onde quer que venha nas melhores possibilidades que tiver. E entre os dois acho que Israel é o lado menos errado. E principalmente não consigo entender os palestinos. Será que eles realmente acham que grupos cujos lideres se escondem mais que pulga vão fazer algo por eles? Ou que se importam com eles? Sincerramente eu espero que a burrice, aparentemente congênita, da região (de todos dois povos semitas) possa um dia acabar.
terça-feira, dezembro 30, 2008
Uma coisa aparentemente boba.
Parece algo meio bobo não? Mas, só por um momento se lembre que se trata de uma norma legal, aprovada por estes dois poderes que teve sua entrada em vigor diferida para tempo de adaptação por prazo aprovado por estes dois mesmos poderes.
A questão é, incompetência ou apenas desleixo com a obediência as normas? Ou os dois? É incrível o que o hábito de não se sujeitar as leis consegue fazer com uma instituição, não?
ps.: Pessoalmente creio sim que a origem de tal ocorrência seja a mesma que leva as resistências para, por exemplo, o cumprimento de determinações judiciais como a súmula vinculante sobre o nepotismo (na verdade, creio que gesta a própria confusão que leva ao nepotismo, afinal esquece-se que aquele que possui cargo em instituição pública é antes de tudo um servidor da lei e do próprio Estado).
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Dos Problemas da Penalização Intensa
(em especial quando associados a extensa falta de fiscalização).
Não sei se vocês todos percebem (potencialmente, sim eu tenho uma legião de leitores, potencialmente, mas os tenho), mas na atual sociedade brasileira vivemos um momento de intensa, para não dizer excessiva, penalização.
Posso dizer que as mudanças da chamada “Lei Seca” são o mais atual e melhor exemplo disto, embora as sempre nascentes leis-contra-a-criminalidade sejam úteis neste sentido, e talvez o melhor exemplo dos danos, ao ‘tecido’ social, que tal postura causa, em especial num país que tão pouco aplica suas leis.
Devo primeiro explicar que considero que toda sociedade busca harmonia, no sentido de redução, ou de controle, da manifestação dos dissensos nela existentes. Um mecanismo de controle social, provado eficiente no decorrer do tempo, é o Direito, ou as normas jurídicas (não vou adotar nenhuma pretensão científica sobre a devida explicação destes termos), legislação. E como já disse Tomás de Aquino o respeito às normas jurídicas em grande parte deriva do homem a elas estar acostumado, a mudança contínua nas mesmas cria uma sensação de estranhamento de remoção das mesmas.
Daí a penalização massiva que sofremos (uma vez que é um dano) não apenas remove a ‘majestade’ do direito penal ao tornando-o algo banal e de pouca monta como reduz o sentido de estabilidade legal removendo do cidadão a idéia do conhecimento das normas de conduta ou a impressão que as mesmas são colocadas pelo povo através de seus representantes e não pelos seus representantes por sobre o povo.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Rapidamentes
2- Que deformação mental pode levar alguém que recebe mais de 20 mil reais mensais pelo resto de sua vida terrena (e na de seus familiares mais próximos, em boa parte dos casos) a se corromper??? Não querendo falar sequer da parte da moralidade/legalidade, mas em qualquer parte normal da existência isso me parece algo demasiado estúpido, o risco não tem como compensar.
Definitivamente, o Estado brasileiro paga bem demais. Pessoalmente acho que existe um ponto de virada na dita relação entre salários/facilidade de corrupção (nem vou entrar no fato que o serviço público brasileiro ao funcionar como fonte de ativismo economico é uma deformação emum sistema que se diz capitalista).
A partir do momento que os salários passam a ser o verdadeiro chamariz para a entrada de um cidadão no serviço público, cabe uma pergunta, se el não se interessa por aquilo que ele faz, não se importa, está alí unicamente pelos valores monetários que receberá ao fim de um mês de trabalho, qual a diferença - em sentido de fundo - entre o dinheiro vir do serviço normal ou vir de um pagamento por uma atividade externa?
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Festas
ps. E sim posso desejar isso mesmo escrevendo de modo meio pessimista, desejar e achar que vai acontecer são coisas bem diversas.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Versinhos
Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
ps. não continuo desprezando poesias, mas citei este poema próximo a amigos meus e nenhum sabia qual seria, logo decidi reduzir tal ignorância.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Simplesmente fantástico
sábado, novembro 29, 2008
Um post de interesse
quinta-feira, novembro 27, 2008
Preconceito e Liberdades Democráticas
Eu afirmei que o preconceito é um direito necessário as liberdades democráticas e, a bem da verdade, para evitar patrulhas ideológicas – e desclassificações oriundas de pessoas mais politicamente corretas – achei por bem postar novamente sobre este tema, expondo a maior minhas intelecções sobre o assunto.
Inicialmente devo gizar que tomado numa acepção ‘gramatical’ ou ‘vocabular’ preconceitos são, em verdade, a base que permite formarmos nossos conhecimentos (pré-conceitos sobre os quais construímos nossas teorias) sendo necessidades inelutáveis à vida intelectiva (nosso processo de teorização sempre parte de um ponto inicial, não sai do ‘nada’). Claramente estes ‘preconceitos científicos’ são perpetuamente passíveis de modificação, podendo mesmo daí serem diferenciados dos preconceitos ‘ruins’, os quais teriam a forma de ‘redes de expectativas’ não-removíveis ou falseáveis sobre algo (o uso do termo expectativas vem da percepção que preconceitos não se referem exclusivamente a faltas ou falhas do alvo dele, mas as pressões advindas de extrapolações de qualidades possuídas ou não também são preconceitos, v.g. negros e basquete ou judeus e intelectualidade nos EUA).
Independente do caráter ‘bom’ ou ‘ruim’ do estereótipo, este é algo necessário ao convívio social e ao próprio discurso. Não podemos, sem possuir conceitos anteriores, construir relações ou teorias.
Sobre o preconceito, como vulgarmente referido, creio que sua vocalização ou defesa intelectual não devam ser alvo de reprimendas jurídicas, pelo menos não mais que um possível dano moral quando o caso concreto indicar e tal for demonstrado. Mas, acho importante gizar que embora ações afirmativas sejam sim importantes para criar um clima de orgulho pelas origens de uma pessoa, talvez por influência do pensamento politicamente correto e da própria existência do dano moral estamos montando uma cultura de pessoas muito ‘sensíveis’ moralmente, fragilizadas com qualquer ofensa mesmo que pequena e sem fundamento ou efeitos temporais.
Tal situação é importante, embora a meu ver, não seja o maior perigo de tal status criminalizante do preconceito. O perigo maior está no potencial de justificação para criminalização de opinião que tais ações possuem. Afinal, liberdade de expressão não é apenas o direito de falar aquilo que a maioria, ou os grupos mais vocais, da sociedade gosta, mas muitos pelo contrário é o direto (e o dever de respeitar) de dizer aquilo que ninguém concorde, aceite ou acredite. Se observarmos atentamente não existem grandes diferenças de princípio em proibir ofensas raciais e proibir as políticas; a formação de delitos de opinião é, por melhor intencionada que seja, sempre uma ameaça, tanto maior pois possui caráter ‘politicamente correto’, a uma sociedade democrática.
Afinal, que liberdade de expressão é esta que só chega até onde os grupos de pressão ou a maioria da sociedade permitirem? E que democracia estamos criando quando a liberdade de expressar seus pensamentos e crenças são vigiadas e reprimidas? Acreditamos tanto assim no convencimento do preconceito que temos medo de disputar suas posições discursivamente?
terça-feira, novembro 25, 2008
De negócios e cara dura
Do negócio (ou seria negociata) da tal Supertele (ou BrOi) cabe pouco a dizer ou a duvidar. O saudoso, ao menos para os políticos, ministro das Comunicações Sérgio Motta, mesmo tendo sido conhecido e chamado de “trator”, deve estar se remoendo em seu tumulo com esta operação.
Pois devemos convir, com todos os defeitos que as privatizações do FHC tiveram esta jogada do Lula na Supertele foi o maior exemplo de falta de decoro público na história, ao menos na que tenho notícia.
Nunca dantes nestas terras tinha visto apoio de dois bancos oficiais a negócio ilegal, haja vista o despautério do anuncio da fusão e de seus apoios oficiais antes da mudança da legislação (legislação obviamente em sentido lato). Não me lembro de tanto ‘gasto’ de governo forçando governo para atender os interesses da iniciativa privada (até mesmo a aprovação de nomes a toque de caixa para uma Agência de Reguladora. Nomes estes, que numa agência que deveria servir de neutro do mercado, já foram indicados pelo seu voto favorável a mudança pro capital). Nunca vi algo tão feio, tão as claras, ou as escondidas afinal na operação ‘Dantas’ da PF este negócio apareceu como suspeito.
E nisto tudo, nalgo tão pavoroso, vosso excelso presidente após sua chancela (vosso mesmo, eu obedeço o cara por coerção, ele faz suas ilegalidades por demais a claras para mim), se não bastasse todo o ‘lobbismo’ (nada contra lobby em si, acho democrático que os interesses se façam representar) e operações ridículas (normalmente quando se quer fazer um negócio que a legislação proíbe, primeiro se muda a legislação e depois se faz o negócio com as bênçãos e dinheiros estatais), houve ainda o aparecimento do em crônicas policiais, lá guindado pela PF, não digo que com razão, mas qualquer pessoa de respeito evitar por seu nome junto a casos de polícia, não?
segunda-feira, novembro 24, 2008
Abaetetuba/PA
Alguém lembra do Caso de Abatetuba? Pessoalmente eu me lembrava do ocorrido, mas não do lugar (município, do Estado é fácil), menos ainda da própria menor. Até por que o local em si ou mesmo a vítima são (com o perdão e não querendo desmerecer tais partes) de menor importância. Nem mesmo o fato sempre noticiado que o Estado-Algoz neste caso foi todo representado por mulheres (delegada, governadora e juíza) é de importância (certo, talvez apenas para indicar que as mulheres em nosso país não estão, digamos, na vanguarda revolucionária, mas pelo contrário são propagadoras de grandes preconceitos, no caso ai de que leis podem ser relegadas para casos ‘menos importantes’ – talvez eu use isso quando for acusado de machismo). O ponto ais importante nem é uma tal demora noticiada. Mas, a falta de indignação (efetiva, não apenas discursiva, como esta minha) que isto gerou tanto na época quanto agora.
Complicado também é saber que todos os agentes públicos (o agente da Civil até a juíza, passando por delegada a representante do ministério público) se quederam inertes e o Estado, que deveria ser quem mais se sentia ofendido por tal inércia, nada fará contra eles. E não fará por uma coisa simples e deveras perniciosa chamada corporativismo, ou a idéia que ‘eu também podia estar no lugar deles, coitados’. Ora, nenhum agente estatal poderia ter estado no lugar deles e uma vez que esteve deveria ser afastado de suas funções.
Irreparável são os danos contra a vítima e importante é a sua dor, mas mais danoso que o acontecimento em si é a ausência de ações para que tal não se repita.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Democracia, ou um pouco desta
A democracia, entre tantos caracteres que a formam, possui como necessidade a institucionalização dos conflitos através da abertura de possibilidades e espaços de diálogo e do uso deste, o diálogo, como meio para o surgimento e realização do conflito. Obviamente, adoto uma teoria conflitual da vida social (como de relacionamentos ou filosofia) e daí vemos que, numa sociedade qualquer, frente a este ‘dado’ dois básicos caminhos, o da ‘aceitação’ da existência de situações e posições conflituosas colocando-as em diálogo (democracia) ou da supressão das posições conflituais pela colocação na ilegalidade da posição não dirigente (autoritarismo).
Certamente tais ‘caminhos’ são aproximações e generalizações, pois na democracia ao se institucionalizar os conflitos se impõe limitações ao que pode ser alvo de conflito (por exemplo, não é possível mesmo numa democracia o conflito sobre os fundamentos das ‘regras do jogo’, ou seja, embora seja necessária a liberdade de crítica a própria democracia, as regras do jogo, os parâmetros da institucionalização do conflito impedem que se possa mudar ou alterar aqueles) e não apenas isso eu defendo, e me parece por demais lógico, que existe até mesmo um limite para a própria tolerância democrática.
Explico; a democracia deve tolerar as mais diversas manifestações, mas não pode tolerar a ação intolerante, seja ela tomada por pessoas ou grupos. Parece-me ser possível a ocorrência de manifestações (enquanto no campo do puro diálogo e do debate) intolerantes, mas quando ocorre à realização fática, física desta intolerância, de modo a danificar os direitos de cidadãos não é possível a tolerância (até por isso defendo que as pessoas têm direito ao ‘preconceito’, isto é enquanto elas são atacarem os direitos de terceiros elas podem sim ser e expressar preconceito), mas deve, por necessidade de sobrevivência, ser tal ato reprimido. Creio que esta repressão deve tanto tomar a forma de leis internas que criminalizem o racismo (v.g.) quanto da exportação dos valores democráticos. Esta exportação pode se dar tanto por meios culturais (pessoalmente acho mais eficaz, mesmo que seja mais por reforma) quanto por meios bélicos, nacionais e internacionais (ou seja, meios revolucionários).
Não consigo e não posso imaginar como podemos defender a existência de direitos fundamentais e de suas benesses (além das da democracia) e pensar que tais não devem ser universais. Podem sim existir diversos tipos democráticos, mas democracias pressupõe um arcabouço comum mínimo e liberdades máximas, não estas autocracias, autoritarismos e ditaduras que se disfarçam de repúblicas (por exemplo a China, Cuba, Coréia do Norte, Líbia, etc).
terça-feira, novembro 18, 2008
Nota de rodapé.
Já disse Dahrendorf “no Conflito se esconde o germe criativo de toda a sociedade e a possibilidade de liberdade, mas ao mesmo tempo a exigência de um domínio e controle racional das coisas humanas”(1971:28). Me aproximo, se não claramente me filio, a posição deste sociólogo alemão (Ralf Gustav Dahrendorf); tal como ele vejo no conflito, conflito em sua expressão mais global e no sentido mais lato, um sinal tanto de vitalidade quanto da capacidade de avanço da sociedade ou civilização, Algo que considero até uma lição histórica; que quando de seu estudo sempre me deixou a impressão que a escolha da supressão de conflitos, ao invés de sua absorção ou institucionalização, reforçando um consenso coagido em visões de mundo e não de regras foi danoso ao grupamento social. Isto é verdade tanto para as estruturas sociais ‘reais’ de um povo quanto com relação a parte ideológica (aqui tomada no sentido do pensamento, o conjunto de idéias existentes). Logo, tanto com relação aos acontecimentos políticos-sociais, quanto com relação a capacidade de mutação dos conhecimentos (o uso de mutação o invés de conhecimento vem da discordância do ideário iluminista de que toda mudança crítica no conhecimento e na sociedade é um avanço e benéfica), poderia inda dizer que todo conflito é o resultado e a atuação de uma crítica de conhecimentos (afinal, a realidade só muda por que dispomos de novos modos de a ela nos referirmos e pensarmos).
ps. este pode ser utilizado como nota explicativa do abaixo escrito “Apontamento”.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Um país estranho.
O Futuro.
sábado, novembro 08, 2008
Apontamento
A mim, me parece que o ‘pensamento ocidental’ é em sua mais profunda essência iconoclasta, criticamente analítico, e em certo sentido mesmo dialético (se tivermos por dialética a ‘lógica da discussão’, ou um modo de raciocinar através de uma abertura ao diálogo e de mutações de posições que vão sendo fragilizadas e reconstruídas no decorrer daquele), tal forma de construção de conhecimento assimila-se e mesmo necessita do que Kuhn afirma “revolução científica”. Estas revoluções seriam, neste sentido, o momento no qual em reposta a uma falha, uma antítese, do paradigma, a tese então vigente, forja-se, por vezes a ferro e fogo, novo e mais ‘completo’(completo em relação ao anterior e aos conhecimentos ‘acumulados’ até então, não em relação a uma verdade-em-si e última) que o anterior. É, portanto, possível definir a filosofia como sendo o meio que permitiu o que aqui chamamos ‘pensamento ocidental’ surgisse e se desenvolvesse e que possuem até uma relação de similitude. A filosofia seria assim o meio e o fundamento do pensamento ocidental, e o modo que possibilita sua estrutura específica com relação aos demais ‘sistemas’ de pensamento. Não busco com isso afirmar qualquer coisa como o melhor ou pior caráter ou do povo ocidental, inclusive por que, embora o ‘pensamento ocidental’ tenha sido dominante no ocidente em seus, digamos, melhores momentos ele não foi permanente, embora podemos dizer vitorioso (embora certos conceitos totalizantes que hoje muito em voga se encontram anunciem uma submersão do mesmo) no computo geral. Este modo de pensamento me parece melhor, pelos seus pressupostos (em especial o diálogo e tudo que a isto é subjacente) e pelas possibilidades de mutação que permite, frente a modos de pensar mais afinados a um respeito mais extremado de pontos de vista já postos.
sexta-feira, maio 16, 2008
Reclamando.
Do qual gosto, com grandes ressalvas, mas creio que inda gosto.
Não que eu tenha algo contra a estrutura geografica, ou a formal político-jurídica do país - ou mehlor até tenho mas nada grave - mas tenho contra meus 'pares'.
Não acho que somos um bom povo, não somos um bom grupo de cidadãos, nem mesmo de pessoas. Não vou falar sobre jeitinho brasileiro pois é algo já ridicularmente citado e repudiado. Nem vou gastar meu latim com a falta de critério das manifestações sobre o caso da tal menina isabela, algo que é um caso feio, mas é só um caso de crime passional, enquanto para a chegada de criminosos muito mais prejudiciais ninguem nada faz (politicos paulistas, v.g.). Todo mundo se preocupa com um casa que já está preso e fica gastando tempo com uma besteira desta ao inves de buscar justiçar pessoas que muito mais dano a coletividade causam, ridículo. Pão e Circo do seu modo mais deplorável.
Mas de uma caracteristica bem definida por um argentino, o Perón, que um dia, dizem as 'lendas', saiu-se com a frase: "para amigos tudo, para inimigos as leis".
Vemos isso nas mais diversas ocorrências tais como invasões de terras e a reação dos donos do imóveis (ambos ridicularmente criminosos, tanto quem causa dano e ursua a propriedade do outro como aquele que ataca seu semelhante para defender seu patrimonio, mas nem um dos dois respeita o Estado), o nosso governo e oposições que não removem suas maçãs podres nem se preocupam com desrespeitar as leis em público. Isso só nos faz um país ridículo não sério. Ou nem mesmo um país.
Mas então por que eu continuo aqui?
Simples, em comparação com a maioria dos países do mundo temos mais variedade de alimentos a custo menor, logo Pão.
